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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Thin Lizzy - Live and Dangerous - 78


“Live And Dangerous” foi lançado em 1978 e apresenta em seu repertório, com algumas exceções, músicas dos álbuns “Nightlife” de 74 até “Bad Reputation” de 77. As gravações deste álbum ao vivo foram selecionadas das excursões que o Thin Lizzy fez entre 1976 e 1977 e a maioria das canções de “Live And Dangerous” foram retiradas de três apresentações no Hammersmith Odeon de Londres em novembro de 76, durante o fim da excursão do disco “Johnny The Fox”.
Uma vez no mercado, chegou ao segundo lugar nas paradas britânicas e até hoje está sempre muito bem cotado entre as mídias especializadas ao redor do mundo, sendo que em algumas destas o álbum fica em primeiro lugar, sendo o “melhor álbum de rock ao vivo de todos os tempos”. É perfeitamente compreensível toda esta badalação, afinal este disco possui praticamente a nata do que a banda compôs até este período, ótimas canções embaladas com a bela voz negra de Phil para se escutar em qualquer momento.
E agora o que culminou neste especial, sendo também algo que muita gente provavelmente desconhece: várias fontes envolvidas na produção de “Live And Dangerous” afirmam que as gravações originais das apresentações foram tão alteradas que somente 25% do que se escuta no álbum é realmente ao vivo.
Segundo Tony Visconti, o produtor de “Live And Dangerous”, as vozes de Phil Lynott foram totalmente refeitas em estúdio para sanar algumas (?!?) falhas técnicas, obviamente se tendo muito cuidado para que as novas vocalizações realmente parecessem “ao vivo”. Ainda sobre as vozes, os backing vocals de Brian Robertson e de Scott Gorham também foram refeitos, e cantados pelo próprio Phil! Imaginem um disco ao vivo em que o cantor principal faz sua parte junto com as vozes de fundo de dois integrantes diferentes, tudo simultaneamente!
Bom, a partir daí a coisa realmente toma impulso. Como Phil Lynott era vocalista e baixista, ao vivo algumas notas de seu instrumento deixaram de existir. A solução foi óbvia: regravaram as linhas de baixo. Vários trechos das guitarras de Brian e de Gorham também não escaparam e entraram neste mesmo esquema.
A bateria de Downey, segundo seu produtor, não sofreu alteração alguma e o que se escuta no álbum é realmente o que foi tocado ao vivo (talvez pelo fato de naqueles dias não haver condições técnicas para se realizar overdubs em baterias). A reação da platéia também não foi alterada em estúdio, porém a canção "Southbound", que não havia ficado com níveis aceitáveis de qualidade nas apresentações, acabou tendo uma versão adotada que foi gravada durante a passagem de som na Filadélfia, e posteriormente incluíram a reação da audiência em estúdio.
Bom, aí fica a questão: até onde corrigir falhas para se lançar um registro ao vivo? É incontestável a riqueza das composições que constam em “Live And Dangerous”, difícil o ouvinte não cantar enquanto o disco está rolando. Mas não é um verdadeiro disco ao vivo... Seja como for, não é a primeira vez que este álbum é eleito como “o melhor de todos os tempos” e com certeza não será a última.

THIN LIZZY – Live And Dangerous
(1978 – Warner Bros Records)
01. Jailbreak
02. Emerald
03. Southbound
04. Rosalie / Cowgirl´s Song
05. Dancing In The Moonlight
06. Massacre
07. Still In Love With You
08. Johnny The Fox Meets Jimmy The Weed
09. Cowboy Song
10. The Boys Are Back In Town
11. Don't Belive A Word
12. Warrior
13. Are You Ready
14. Suicide
15. Sha-La-La
16. Baby Drives Me Crazy
17. The Rocker

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